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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
Orações coordenadas x subordinadas
Estudar orações subordinadas e coordenadas envolve outra
questão, o estudo da relação sintática entre os termos da oração, pois as
coordenadas são independentes sintaticamente, enquanto as subordinadas são
dependentes sintaticamente.
Estudar a relação sintática entre as palavras significa dizer
qual função uma palavra exerce na oração:
A rua está deserta.
O termo “rua”, que é núcleo do sujeito, está determinado por
“a”(adjunto adnominal); “está deserta” é predicado, “está” é verbo de ligação e
“deserta” é predicativo do sujeito. Há uma relação sintática entre os termos:
sem “está deserta”, “a rua” não será sujeito.
Se mudarmos a ordem dos termos, a relação continuará
existindo:
Deserta a rua está.
Ou
Está deserta a rua.
Mudamos a ordem, não “quebramos” a oração (sua mensagem), o relacionamento entre os termos permite refazermos a ligação, há, nesse
caso, uma relação íntima entre os termos.
Já na situação abaixo, não temos relação sintática entre os
termos:
Carro rua tempo
lugar.
Da mesma forma que
analisamos as funções dos termos da oração “A rua está deserta”, vamos analisar
se as orações estabelecem uma relação sintática com as outras, dentro do
período composto (aquele que tem mais de uma oração – mais de um verbo).
As relações
sintáticas entre os termos das orações podem ser as seguintes:
Sujeito
Predicado
Adjunto adnominal
Adjunto adverbial
Aposto
*Vocativo
Complementos verbais
(objeto direto ou indireto)
Complemento nominal
Agente da passiva
Se uma oração exercer
um dos papéis desempenhados pelo substantivo na oração, chamaremos essa oração
de subordinada substantiva; subordinada porque exerce função sintática e
substantiva porque exerce uma das funções do substantivo na oração.
E quais das funções
da lista acima são desempenhadas pelo substantivo?
São as seguintes:
sujeito, predicativo, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal,
agente da passiva, aposto e vocativo.
Além das substantivas,
existem as subordinadas adjetivas (que desempenham o papel do adjetivo –
adjunto adnominal) e as subordinadas adverbiais (que desempenham o papel do
advérbio – adjunto adverbial).
Colocação pronominal
Teste seu conhecimento com essas questões:
Responda ao seguinte exercício:
IMPORTANTE!
Para melhor compreensão do conteúdo, estude antes os PRONOMES OBLÍQUOS.
domingo, 23 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Filme Vidas Secas - Literatura
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
Leia o livro Vidas Secas:http://ebookbrowse.com/vidas-secas-pdf-d42350351
Atenção! Esses conteúdos estão sendo utilizados com fins educacionais, apenas.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Introdução às orações Coordenadas e Subordinadas
Agora classifique os períodos abaixo (em composto por coordenação ou por subordinação):
a)
Fizeram a seguinte advertência: que o trabalho fosse secreto.
b) Estive na festa, mas voltei logo.
c) A boa notícia do dia seria que descobrissem a cura da AIDS.
d) Alguém lhe perguntou se estava triste.
e) Ninguém soube se morrera de desgosto.
f) O aluno conseguiu nota dez e o professor deu-lhe parabéns.
g) Queríamos saber onde estava o proprietário do veículo.
h) Foi permitido que se estacionasse na calçada.
i) Seria conveniente que a empresa contivesse os gastos.
j) Ou brinca, ou estuda.
b) Estive na festa, mas voltei logo.
c) A boa notícia do dia seria que descobrissem a cura da AIDS.
d) Alguém lhe perguntou se estava triste.
e) Ninguém soube se morrera de desgosto.
f) O aluno conseguiu nota dez e o professor deu-lhe parabéns.
g) Queríamos saber onde estava o proprietário do veículo.
h) Foi permitido que se estacionasse na calçada.
i) Seria conveniente que a empresa contivesse os gastos.
j) Ou brinca, ou estuda.
k) Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
l) Compreende-se que o ponto da lição era difícil.
m) Estou convencido de que ninguém mais verá esse convite.
n) É obrigatório que se ande de camisa aqui dentro.
o) Quando a notícia saiu, todos ficaram aterrorizados.
p) É uma pena que não existisse transmissão direta de tevê naquela época.
q) Tenho dúvidas, logo falarei sobre as mesmas na aula.
r) Lembre-se de que todos somos pó.
s) Quando uma mulher não te ama cada dia mais, podes ficar certo de que ela te ama cada dia menos.
l) Compreende-se que o ponto da lição era difícil.
m) Estou convencido de que ninguém mais verá esse convite.
n) É obrigatório que se ande de camisa aqui dentro.
o) Quando a notícia saiu, todos ficaram aterrorizados.
p) É uma pena que não existisse transmissão direta de tevê naquela época.
q) Tenho dúvidas, logo falarei sobre as mesmas na aula.
r) Lembre-se de que todos somos pó.
s) Quando uma mulher não te ama cada dia mais, podes ficar certo de que ela te ama cada dia menos.
Gabarito:
C: por coordenação S: por subordinação
a) S b) C c) S d) S e) S f) C g) S h) S i) S j) C k) C l) S m) S n) S o)S p) S q)C r) S s) S
Bom estudo!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Coerência e Coesão textuais
A Coerência
Texto sem coerência:
No Brasil, país pobre, não há nenhum sinal de pobreza.
A Coesão
Texto sem coesão:
Venceu os problemas,o ritmo da correria era o mesmo; o Governo tomou decisões importantes.
Analisando em textos
*Segue a letra dessa música
O Pulso (Titãs)
O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa...
Peste bubônica
Câncer, pneumonia
Raiva, rubéola
Tuberculose e anemia
Rancor, cisticercose
Caxumba, difteria
Encefalite, faringite
Gripe e leucemia...
E o pulso ainda pulsa
E o pulso ainda pulsa
Hepatite, escarlatina
Estupidez, paralisia
Toxoplasmose, sarampo
Esquizofrenia
Úlcera, trombose
Coqueluche, hipocondria
Sífilis, ciúmes
Asma, cleptomania...
E o corpo ainda é pouco
E o corpo ainda é pouco
Assim...
Reumatismo, raquitismo
Cistite, disritmia
Hérnia, pediculose
Tétano, hipocrisia
Brucelose, febre tifóide
Arteriosclerose, miopia
Catapora, culpa, cárie
Cãibra, lepra, afasia...
O pulso ainda pulsa
E o corpo ainda é pouco
Ainda pulsa
Ainda é pouco
Pulso
Pulso
Pulso
Pulso
Assim...
O pulso ainda pulsa...
Peste bubônica
Câncer, pneumonia
Raiva, rubéola
Tuberculose e anemia
Rancor, cisticercose
Caxumba, difteria
Encefalite, faringite
Gripe e leucemia...
E o pulso ainda pulsa
E o pulso ainda pulsa
Hepatite, escarlatina
Estupidez, paralisia
Toxoplasmose, sarampo
Esquizofrenia
Úlcera, trombose
Coqueluche, hipocondria
Sífilis, ciúmes
Asma, cleptomania...
E o corpo ainda é pouco
E o corpo ainda é pouco
Assim...
Reumatismo, raquitismo
Cistite, disritmia
Hérnia, pediculose
Tétano, hipocrisia
Brucelose, febre tifóide
Arteriosclerose, miopia
Catapora, culpa, cárie
Cãibra, lepra, afasia...
O pulso ainda pulsa
E o corpo ainda é pouco
Ainda pulsa
Ainda é pouco
Pulso
Pulso
Pulso
Pulso
Assim...
Observe que a letra contém muitas palavras "jogadas", sem termos que façam coesão (ligação) entre elas, mas, por entendermos que todas essas palavras fazem referência a alguns dos males que atingem o ser humano, acabamos atribuindo um sentido ao texto. Percebemos, assim, que um texto pode até dispensar a coesão, mas jamais a coerência; deixaria o mesmo sem sentido, afetando a compreensão e quebrando o conceito de texto.
Veja mais um exemplo:
A Pesca (Affonso Romano de Sant'Anna)
O anil
o anzol
o azul
o silêncio
o tempo
o peixe
a agulha
vertical
mergulha
a água
a linha
a espuma
o tempo
o peixe
o silêncio
a garganta
a âncora
o peixe
a boca
o arranco
o rasgão
aberta a água
aberta a chaga
aberto o anzol
aquelíneo
agil-claro
estabanado
o peixe
a areia
o sol
Nesse texto, faltam termos que liguem "as palavras"; pela sequência, acabamos juntando as palavras e estabelecendo uma coerência entre elas, fazendo com que esse amontoado de palavras tenham um sentido. Temos, enfim, um texto.
Anote suas dúvidas/perguntas e compartilhe-as com o professor!
Dúvida zero, aluno nota 10!
quarta-feira, 21 de março de 2012
O, a, os, as ou lhe, lhes?
Os pronomes pessoais do caso reto não costumam ser usados como complementos verbais na língua-padrão. Frases como "Vi ele hoje" e "Encontraram ela nesse lugar" são comuns na língua falada, mas devem ser evitadas na língua formal escrita ou falada.
Na língua formal (que segue padrões gramaticais), devemos usar os pronomes oblíquos correspondentes como complementos verbais.
Exemplos:
Vi-o hoje
Encontrei-a nesse lugar
Encontrei-a nesse lugar
PRONOMES PESSOAIS
CASO RETO OBLÍQUO
Eu .................................................................................... me, mim, comigo
Tu .................................................................................... te, ti, contigo
Ele/Ela ............................................................................ o, a, lhe, se, si, consigo
Nós .................................................................................. nos, conosco
Vós .................................................................................. vos, convosco
Eles/Elas ........................................................................ os, as, lhes, se, si, consigo
- Os pronomes “o, a, os, as” podem funcionar como objeto direto, já “lhe” e “lhes”como objeto indireto de verbos que exigem a preposição “a”.
Exemplos:
I - Sempre quis aquele caderno, comprei-o hoje.
II - Entreguei-lhe os documentos ontem.
Na frase I, percebemos que “o” substitui “caderno”, que é o objeto direto (complemento do verbo comprar – transitivo direto); nesse caso, “o” exerce a função de objeto direto. Na frase II, “lhe” está no lugar de “a ele” ou “a ela”, exercendo a função de objeto indireto.
Caso tenha dúvida sobre o conceito de verbo transitivo direto e indireto, veja a
postagem desse blog que trata desse assunto:
postagem desse blog que trata desse assunto:
OBSERVE BEM:
- Os pronomes “o, a, os, as” serão usados após os verbos terminados em vogal.
Exemplo:
Sabe aquela senhora? Encontrei-a hoje.
Note que o verbo (encontrei) termina em vogal, por isso o uso de “a”
- Quando o verbo for terminado em M, ÃO ou ÕE, devemos trocar os pronomes “o, a, os, as” por “no, na, nos, nas”, de acordo com a situação.
Exemplo:
Sabe aquele carro? Roubaram-no.
Assim, por mais que pareça estranho, não é correto roubaram–o.
- Se o verbo terminar em R, S ou Z, estas terminações desaparecem, e o pronome se transforma em “lo, la, los, las”.
Exemplo:
É muito bom ter amigos, quero encontrá-los sempre.
Nesse caso, o verbo é ”encontrar” (encontrar ele); ele perde o “r” final e ganha um acento agudo ou circunflexo. Observe que "los" refere-se a "amigos".
Nesse caso, o verbo é ”encontrar” (encontrar ele); ele perde o “r” final e ganha um acento agudo ou circunflexo. Observe que "los" refere-se a "amigos".
Dúvidas? Com o professor em sala de aula!
DÚVIDA ZERO, ALUNO NOTA 10!
sábado, 10 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
CINEBLOG - Assista!
Em cartaz, A Lasanha Assassina: Uma Lasanha foi esquecida no interior de um congelador com
defeito, a baixa temperatura e os gases do aparelho causaram uma mutação
e lhe deram vida, transformando-a em um monstro cheio de revolta! O
que poderá deter uma criatura como esta?! Prepare-se para entrar no
mundo do terror de uma maneira hilária, "A Lasanha Assassina" é uma
sátira cheia de citações ao Cinema de Horror. A história é apresentada
por ninguém menos que Zé do Caixão, em sua versão desenho animado.
O filme traz à discussão a forma como consumimos, considerando, principalmente, a prática do desperdício de alimentos, que tem números assustadores em nosso país.
Leia mais sobre desperdício de alimentos no Brasil:
http://parana-online.com.br/canal/vida-e-saude/news/391221/?noticia=DESPERDICIO+DE+ALIMENTOS+E+PREOCUPANTE+NO+BRASIL
Diretor : Ale McHaddo
Elenco: Arianne Brogini, Franco Rattichiere, Sofia Kreutz e Zé do Caixão
Produzido em São Paulo
Melhor Curta de Animação na Academia Brasileira de Cinema 2003
Melhor direção em curta de animação no Cine PE 2003
Melhor Curta no Mostra de Cinema de Tiradentes 2003
Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Goiânia 2003
Melhor Animação - Júri Popular no Festival de São Carlos 2002
Melhor Curta de Animação no Festival de Varginha 2003
Leia mais sobre desperdício de alimentos no Brasil:
http://parana-online.com.br/canal/vida-e-saude/news/391221/?noticia=DESPERDICIO+DE+ALIMENTOS+E+PREOCUPANTE+NO+BRASIL
Diretor : Ale McHaddo
Elenco: Arianne Brogini, Franco Rattichiere, Sofia Kreutz e Zé do Caixão
Produzido em São Paulo
Prêmios
|
Melhor direção em curta de animação no Cine PE 2003
Melhor Curta no Mostra de Cinema de Tiradentes 2003
Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Goiânia 2003
Melhor Animação - Júri Popular no Festival de São Carlos 2002
Melhor Curta de Animação no Festival de Varginha 2003
Clique no link abaixo e assista!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Uma redação (dissertação) nota 10!
Observe como esse candidato do ENEM 2007 produziu introdução, desenvolvimento e conclusão:
O valor da diferença
O desafio de se conviver com a diferença na sociedade é complicado, mas
necessário. Diante da grande pluralidade cultural e étnica que se choca com
frequência no mundo globalizado, é preciso, além de tolerância, respeito
incondicional aos direitos humanos.
Diariamente, nos deparamos com pessoas das mais variadas culturas, opiniões e classes sociais. Muitas vezes, são nossos vizinhos, colegas e amigos. Essa convivência enriquece nossas vidas, pois aprendemos a respeitar o nosso próximo, nos tornando pessoas mais fraternas. Porém, nem sempre essa relação acontece facilmente, fatos divulgados pela mídia nos mostram que, para alguns ainda, a simples diferença fenotípica gera discriminação e violência, como no caso do brasileiro que foi confundido com um terrorista em Londres. Ele foi brutalmente exterminado pela policia inglesa por ter feições diferentes da maioria dos britânicos.
Para o bom funcionamento das sociedades, a diferença precisa ser respeitada. Nas relações econômicas internacionais, se lida com diferentes culturas ao menos tempo. Não há espaço para discriminação para quem quer ser competitivo no mercado.
Diariamente, nos deparamos com pessoas das mais variadas culturas, opiniões e classes sociais. Muitas vezes, são nossos vizinhos, colegas e amigos. Essa convivência enriquece nossas vidas, pois aprendemos a respeitar o nosso próximo, nos tornando pessoas mais fraternas. Porém, nem sempre essa relação acontece facilmente, fatos divulgados pela mídia nos mostram que, para alguns ainda, a simples diferença fenotípica gera discriminação e violência, como no caso do brasileiro que foi confundido com um terrorista em Londres. Ele foi brutalmente exterminado pela policia inglesa por ter feições diferentes da maioria dos britânicos.
Para o bom funcionamento das sociedades, a diferença precisa ser respeitada. Nas relações econômicas internacionais, se lida com diferentes culturas ao menos tempo. Não há espaço para discriminação para quem quer ser competitivo no mercado.
Texto dissertativo-argumentativo
E, agora, veja algumas informações sobre o desenvolvimento de temas propostos em redação:
Confira os temas que já apareceram na redação do Enem (entre 1998 e 2010)
Ano | Temática da Redação | ||||||
2010 | O trabalho na construção da dignidade humana | ||||||
2009 | O indivíduo frente à ética nacional | ||||||
2008 | Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar | ||||||
2007 | O desafio de se conviver com as diferenças | ||||||
2006 | O poder de transformação da leitura | ||||||
2005 | O trabalho infantil na sociedade brasileira | ||||||
2004 | Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação | ||||||
2003 | A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo | ||||||
2002 | O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita? | ||||||
2001 | Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito? | ||||||
2000 | Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional | ||||||
1999 | Cidadania e participação social | ||||||
1998 | Viver e aprender |
JOGO (SEPARAÇÃO DE SÍLABAS)
Acesse o link abaixo e teste seu conhecimento acerca de separação de sílabas:
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Verbos transitivos e intransitivos
A perfeita comunicação consegue expressar, de forma clara, as ideias contidas nas informações. Nesse caso, é importante lembrar que devemos manter um domínio sobre as palavras que utilizamos, pois nem sempre uma palavra sozinha (ou termo) consegue transmitir uma ideia, ela precisa, então, dos demais termos contidos na frase.
Veja:
I. Tenho necessidade de ajuda.
II. Completei a minha coleção.
I. Tenho necessidade de ajuda.
II. Completei a minha coleção.
Observe na frase I que “de ajuda” auxilia “necessidade”, de modo que a comunicação fique bem clara. Se não houvesse o termo “de ajuda”, poderíamos imaginar muitas outras informações, como, por exemplo, tenho necessidade de atenção, de silêncio, de amizade...
Na frase II, “completei” é auxiliado por “a minha coleção”, mas poderia ser: completei 15 anos, completei os pontos exigidos...
Sabendo disso, veja atentamente a seguinte ilustração; note que utilizamos uma imagem que tenta reproduzir as ruas de uma cidade, onde nos movemos em busca de algo de que precisamos:
Observe que os verbos “comprei” e “conheço” necessitam de complemento; ficaria muito estranho dizer a alguém: “eu comprei” ou “eu conheço” sem falar o que comprei ou o que (ou quem) conheço, facilmente não seríamos compreendidos. Isso ocorre devido à necessidade que alguns verbos e nomes têm de um complemento.
Chamamos de transitivos os verbos que têm essa necessidade; observe, no gráfico acima, que os verbos que fazem as setas transitarem em busca de complemento são exatamente os verbos transitivos. Já o verbo “chorei”, no caso aplicado, não tem essa necessidade, ele é intransitivo. No entanto, verbos tipicamente intransitivos poderão tornar-se transitivos em certas situações. Deve-se sempre analisar a construção do texto:
- Chorei lágrimas amargas.
Agora, sabendo o significado de verbo transitivo e de verbo intransitivo, veremos que o verbo transitivo (aquele que transita) pode ser direto ou indireto. Observe bem:
Observamos que "amar" foi ligado diretamente ao termo "Fortaleza", o que não acontece com "morar" e "precisar", pois no caminho precisam de uma preposição para estabelecer uma comunicação clara e eficiente:
Observamos que "amar" foi ligado diretamente ao termo "Fortaleza", o que não acontece com "morar" e "precisar", pois no caminho precisam de uma preposição para estabelecer uma comunicação clara e eficiente:
Moro em Fortaleza.
Preciso de ajuda.
Não teriam sentido "Moro Fortaleza" e "Preciso ajuda". Dessa forma, esses verbos transitivos que precisam de preposição são chamados de transitivos indiretos (não vão direto ao complemento), enquanto os que fazem uma ligação direta são chamados de transitivos diretos.
Também é possível encontrar verbos que precisam de dois complementos: um ligado diretamente e outro ligado indiretamente:
Entreguei os documentos a todos.
Quem entrega entrega algo a alguém. Note que poderíamos dizer "entreguei os documentos" ou "entreguei a ele", dependendo da ocasião; "os documentos" e "a todos" complementam o verbo. "Entregar", então, é um verbo transitivo direto e indireto ao mesmo tempo: há um complemento sem preposição (os documentos) e um com preposição (a todos). Vale lembrar que esses verbos com dois complementos também são conhecidos como verbos bitransitivos.
Observe os verbos nos anúncios abaixo, verifique se os mesmos são transitivos ou intransitivos. Por que eles estão destacados (escritos em tamanho maior)?
Os leitores de tais anúncios são atraídos pelo verbo em destaque (ganhe), que é transitivo. Com a necessidade de completar o sentido do verbo, acabam lendo todo o texto. Com esses exemplos, percebemos que a comunicação que nos cerca segue uma lógica, nada é à toa.
Nas orações seguintes, verifique se os verbos são transitivos ou intransitivos:
Respostas logo a seguir.
Respostas logo a seguir.
1. O meu avô lê o jornal todos os dias.
2. A Dulce telefonou aos amigos de Nova Iorque.
3. O Rui ofereceu um relógio à namorada pelo Natal.
4. A minha avó adoeceu subitamente.
5. O Alexandre mentiu à professora de Inglês.
6. A Inês pediu uma explicação ao Bruno.
7. O Miguel desmaiou.
8. A Mariana arrumou o quarto ao irmão.
9. A Ana e a Susana praticam equitação.
10. Os meus pais compraram uma bicicleta à minha irmã.
11. A Sónia emprestou a régua ao Ricardo.
12. O meu tio Armando conhece várias línguas estrangeiras.
13. O programa de recuperação da empresa fracassou.
14. O Francisco enganou os amigos.
15. O Pedro e a Marisa conversaram durante toda a tarde.
16. A Olga escreveu ao namorado.
17. A minha turma visitou o Mosteiro de Alcobaça.
CONFIRA AS RESPOSTAS:
Considere VT: VERBO TRANSITIVO e VI: VERBO INTRANSITIVO
Observe, entre os transitivos, os diretos e os indiretos.
CONFIRA AS RESPOSTAS:
Considere VT: VERBO TRANSITIVO e VI: VERBO INTRANSITIVO
1- VT
2- VT
3- VT
4- VI
5- VT
6- VT
7- VI
8- VT
9- VT
10- VT
11- VT
12- VT
13- VI
14- VT
15- VI
16- VT
17- VT
Observe, entre os transitivos, os diretos e os indiretos.
Lembre-se de tirar dúvidas com o professor.
DÚVIDA ZERO, ALUNO NOTA 10!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
"Clichês" em Redação
Os "clichês" são formas de escrever/comunicar que já são/foram
muito utilizadas e que acabam deixando o texto/comunicação com “cara” de muito
comum, repetitivo. Lembre-se de que seu texto deve revelar a capacidade que
você tem de produzir, jamais de repetir fórmulas prontas e manjadas. Evite os
"clichês", portanto.
Abaixo, seguem alguns exemplos retirados de lingua-agem.blogspot.com:
- Abrir com chave de ouro;
- Antes de mais nada;
- Aparar as arestas;
- A todo vapor;
- Caixinha de surpresas;
- Calorosos aplausos;
- Corações e mentes;
- Do Oiapoque ao Chuí;
- Em nível de;
- Erro gritante;
- Importância vital;
- Inserido no contexto;
- Joia da coroa;
- Uma luz no fim do túnel;
- No fundo do poço;
- Os quatro cantos do mundo;
- Pergunta que não quer calar;
- Preencher uma lacuna;
- Rota de colisão;
- Usina de ideias;
- Nós, brasileiros;
- Nós, seres humanos
- Vitória esmagadora;
- Começar com o pé direito;
- Agradar a gregos e troianos;
"CLICHÊS" GERALMENTE USADOS PARA INICIAR O TEXTO:
- Desde os primórdios da humanidade...;
- Nos dias atuais...;
- Nos dias de hoje...;
- Atualmente...;
- Indubitavelmente...;
- Para começar...;
- Na minha opinião;
- No meu ponto de vista;
"CLICHÊS" GERALMENTE USADOS NA CONCLUSÃO DE TEXTOS:
- Conclui-se que...;
- Concluindo...;
- Com base nos fatos mencionados, conclui-se que...;
- Para concluir...;
- Antes de mais nada;
- Aparar as arestas;
- A todo vapor;
- Caixinha de surpresas;
- Calorosos aplausos;
- Corações e mentes;
- Do Oiapoque ao Chuí;
- Em nível de;
- Erro gritante;
- Importância vital;
- Inserido no contexto;
- Joia da coroa;
- Uma luz no fim do túnel;
- No fundo do poço;
- Os quatro cantos do mundo;
- Pergunta que não quer calar;
- Preencher uma lacuna;
- Rota de colisão;
- Usina de ideias;
- Nós, brasileiros;
- Nós, seres humanos
- Vitória esmagadora;
- Começar com o pé direito;
- Agradar a gregos e troianos;
"CLICHÊS" GERALMENTE USADOS PARA INICIAR O TEXTO:
- Desde os primórdios da humanidade...;
- Nos dias atuais...;
- Nos dias de hoje...;
- Atualmente...;
- Indubitavelmente...;
- Para começar...;
- Na minha opinião;
- No meu ponto de vista;
"CLICHÊS" GERALMENTE USADOS NA CONCLUSÃO DE TEXTOS:
- Conclui-se que...;
- Concluindo...;
- Com base nos fatos mencionados, conclui-se que...;
- Para concluir...;
O "clichê" também pode se apresentar na forma não-verbal, seja
no cinema, na fotografia, na novela de televisão, na música... Lembre-se: "clichê"
é tudo aquilo que é manjado, gasto pelo uso, "coisa pronta".
Veja como fazer uma excelente redação (texto dissertativo-argumentativo):
Veja como fazer uma excelente redação (texto dissertativo-argumentativo):
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
CINEBLOG - Assista!
Em cartaz, Céu de Iracema, que revela a descoberta do primeiro amor durante uma
disputa de pipas, tendo o céu de Iracema (Praia de Iracema)
como testemunha. É uma produção de grandes nomes do nosso querido Ceará.
É importante destacar a diferença entre as paisagens mostradas, o lado rico e o lado pobre da cidade de Fortaleza convivendo lado a lado, revelando a desigualdade social existente.
Clique no link abaixo e assista!
Provas de Português do Colégio Militar de Fortaleza - Nível 6º Ano
Clique no link abaixo e acesse a prova 2005-2006:
Clique no link abaixo e acesse a prova 2006-2007:
Clique no link abaixo e acesse a prova 2010-2011:
Período composto por coordenação e período composto por subordinação
Atencão!
Anote suas dúvidas e leve à sala de aula, assim garantirá um melhor aprendizado.
O período é composto por coordenação quando tem orações sem dependência sintática. As orações coordenadas podem estar simplesmente unidas, isto é, colocadas uma ao lado da outra sem qualquer conectivo (conjunção), o que prova ainda mais a independência entre elas.
O que seria essa dependência sintática?
Na oração "Comprei dois cadernos", podemos dizer que há relação (dependência) sintática entre "cadernos" e "comprei", pois um complementa o outro; e um exige o outro. Imagine tal oração escrita com as palavras jogadas de qualquer jeito: "cadernos dois comprei"; ficaria sem sentido, pois estaríamos ignorando as funções exercidas pelos termos presentes na oração.
Essa relação poderá existir ou não entre orações.
Veja:
O professor concluiu a aula e o aluno não tirou a dúvida.
Podemos observar que há, nesse período, duas orações (período composto), pois há dois verbos (concluir e tirar). Analisando a primeira oração, podemos concluir que a mesma tem independência sintática, ou seja, não desempenha o papel de nenhum dos termos da oração estudados no 7º ano:
1ª oração > O professor concluiu a aula.
2ª oração > O aluno não tirou a dúvida.
Fica claro que as duas são independentes, pois nenhuma exerce sobre a outra o papel de sujeito, predicado, adjunto adverbial, adjunto adnominal, vocativo, aposto, complemento nominal, complemento verbal, predicativo do sujeito ou de agente da passiva. Ao contrário, cada uma tem seus termos de modo que fiquem independentes.
O professor concluiu a aula.
O professor: sujeito
O: adjunto adnominal
Concluiu: verbo transitivo direto
A aula: objeto direto
A: adjunto adnominal
O aluno não tirou a dúvida.
O aluno: sujeito
O: adjunto adnominal
Não: adjunto adverbial
Tirou: verbo transitivo direto
A dúvida: objeto direto
A: adjunto adnominal
No período composto por subordinação, ao contrário, uma oração exerce o papel de um dos termos da oração:
Ela deixou o escritório quando todos saíram.
Separando as orações que constituem o período composto acima, concluiremos que uma exerce o papel de adjunto adverbial com relação à outra.
Observe:
Ela deixou o escritório.
Ela: sujeito
Deixou: verbo transitivo direto
O escritório: verbo transitivo direto
O: adjunto adnominal
Quando todos saíram.
Percebemos claramente que essa oração está aí com a função de auxiliar a primeira (principal), pois desempenha o papel de adjunto adverbial de tempo do verbo deixar :
Quando ela deixou o escritório?
Resposta: quando todos saíram.
Assim, há uma ligação sintática entre as duas orações; temos, então, um período composto por subordinação.
Mais exemplos de período composto por subordinação:
Nunca imaginei que eles chegariam de repente.
Note que o verbo imaginar exige complemento, que será exatamente a segunda oração:
O que nunca imaginei?
Resposta: que eles chegariam de repente.
A segunda oração exerce, dessa forma, o papel de complemento verbal do verbo contido na primeira oração.
Ela é a aluna que estuda muito.
A segunda oração (que estuda muito) está desempenhando o papel de adjunto adnominal com relação à primeira. Observe que no lugar de “que estuda muito” poderíamos colocar “estudiosa”, que determinaria o nome “aluna”; segundo os conceitos estudados em análise sintática, quem determina o nome é o adjunto adnominal.
Atenção!
Para entender perfeitamente a relação sintática entre orações, faz-se necessária a compreensão dos termos estudados em análise sintática.
Para entender perfeitamente a relação sintática entre orações, faz-se necessária a compreensão dos termos estudados em análise sintática.
Relembre um pouco:
Lembre: DÚVIDA ZERO, ALUNO NOTA 10!
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Para saber!
O ano de 2012 é o Ano Internacional da Energia Sustentável para todos, ao mesmo tempo que é o Ano Internacional das Cooperativas.
Saiba o que é uma cooperativa:
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Substantivação
A substantivação refere-se à condição de classes gramaticais que ganham o papel do substantivo, por meio de palavras determinantes.
Veja os exemplos:
O caminhar do menino era lento.
Sabemos que “caminhar” é verbo, mas, devido ao artigo que o antecede, podemos considerá-lo como sendo um substantivo.
Isso ocorre também com as seguintes classes gramaticais:
Advérbio > O não foi considerado como resposta.
“Não” normalmente exerce o papel de advérbio de negação, mas aqui exerce o papel de substantivo (tem o artigo “o” diante dele).
Adjetivo > O apressado come cru.
Nesse caso, “apressado” deixa de ser adjetivo e passa a exercer papel de substantivo.
Pronome > Meu eu sempre está em busca de algo.
Percebe-se que o pronome “eu” tornou-se substantivo.
Verbo > Neste mundo, o ter é mais valorizado do que o ser.
Numeral > Os dois alunos saíram cedo.
Preposições > Os contras e os prós foram devidamente analisados.
Conjunção > O porquê disso eu quero saber.
Interjeição > O ai do paciente mexeu com todos nós.
RESUMINDO:
X (classe gramatical qualquer) > O X ( x substantivo, devido à presença do artigo)
Observações dignas de nota, indicadas por Vânia Maria do Nascimento Duarte (em português.com.br):
- Não devemos confundir substantivos acompanhados de artigos com palavras substantivadas, uma vez que nessa última esse artigo tem a função de modificá-las, e não de acompanhá-las, determinando-as. Quando as acompanha, temos: O aluno é estudioso.
- Quando substantivados, muitos vocábulos, na condição de átonos (sem autonomia fonética), tornam-se tônicos, observe: Esse quê não recebe tal classificação.
- Palavras normalmente invariáveis, na condição de substantivadas, podem ser flexionadas perfeitamente, constate: Os setes ficaram de fora.
- O vocábulo substantivado pode ocupar funções sintáticas distintas, como por exemplo, a de sujeito e de complemento. Perceba: O não já foi dito. (sujeito) / Preciso dizer um sim. (objeto direto)
Veja os exemplos:
O caminhar do menino era lento.
Sabemos que “caminhar” é verbo, mas, devido ao artigo que o antecede, podemos considerá-lo como sendo um substantivo.
Isso ocorre também com as seguintes classes gramaticais:
Advérbio > O não foi considerado como resposta.
“Não” normalmente exerce o papel de advérbio de negação, mas aqui exerce o papel de substantivo (tem o artigo “o” diante dele).
Adjetivo > O apressado come cru.
Nesse caso, “apressado” deixa de ser adjetivo e passa a exercer papel de substantivo.
Pronome > Meu eu sempre está em busca de algo.
Percebe-se que o pronome “eu” tornou-se substantivo.
Verbo > Neste mundo, o ter é mais valorizado do que o ser.
Numeral > Os dois alunos saíram cedo.
Preposições > Os contras e os prós foram devidamente analisados.
Conjunção > O porquê disso eu quero saber.
Interjeição > O ai do paciente mexeu com todos nós.
RESUMINDO:
X (classe gramatical qualquer) > O X ( x substantivo, devido à presença do artigo)
Observações dignas de nota, indicadas por Vânia Maria do Nascimento Duarte (em português.com.br):
- Não devemos confundir substantivos acompanhados de artigos com palavras substantivadas, uma vez que nessa última esse artigo tem a função de modificá-las, e não de acompanhá-las, determinando-as. Quando as acompanha, temos: O aluno é estudioso.
- Quando substantivados, muitos vocábulos, na condição de átonos (sem autonomia fonética), tornam-se tônicos, observe: Esse quê não recebe tal classificação.
- Palavras normalmente invariáveis, na condição de substantivadas, podem ser flexionadas perfeitamente, constate: Os setes ficaram de fora.
- O vocábulo substantivado pode ocupar funções sintáticas distintas, como por exemplo, a de sujeito e de complemento. Perceba: O não já foi dito. (sujeito) / Preciso dizer um sim. (objeto direto)
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